Uma vez ou outra vamos e voltamos ao nucleo.
Aquele, sabe? Aquele que tendemos a exorcizar como se fosse algo ruim, do qual ninguem gosta falar, ou muito menos lembrar.
Eh nossa vida. Nossas lembrancas, algo que foi, que gostariamos que fosse sempre do mesmo jeito.
O sofa do amigo, aquele que por mais das vezes esquecemos que existe enquanto estamos junto do “amor” de nossas vidas, eh essencial para nossa sobrevivencia.
Aquele amigo sempre solteiro que achamos que eh por opcao, por oportunidades nao cabidas, por qualquer coisa que foge a compreesao basica do que entendemos como “normal”, corriqueiro, esconde uma bela historia de verdadeiro amor sem aspas “” nao contada.
Os anos passam, muito rapido, rapido demais, e por mais que vc tenha apenas 25, voce nao entende como ja viveu tanto, e ao mesmo tempo como aquela memoria tao proxima eh longinqua o suficiente pra te fazer sofrer, por nao poder mudar, nao a si mesmo, mas sim, as decisoes idiotas, malvadas ou simplesmente imaturas suficientemente pra te apartar dos seus sonhos.
Cabe a quem afinal?
E a pureza inerente? Cade?
A vida moldou, mudou e te fez esquecer que esta um dia existiu, sao os estranhos do passado que te lembram dela, que te fazem crer que era melhor, mas nao sabem de nada, afinal, como saber que era melhor? Nao ha como.
Quando a idade adulta chega, e vc ainda se sente um adolescente estabanado, cheio de responsabilidades inertes advindas de sua família, os quais já se tornaram idosos iniciantes ou simplesmente seus irmaos problemáticos com esposas e maridos nao-contínuos, de uma empresa como herança cheia de problemas e funcionários mais problemáticos num bairro cada vez mais competitivo com pessoas cada vez mais frias e vazias. E vc sem idéias, ou com idéias nao-aplicáveis a curto prazo.
E dai? E eu?
Tenho que resolver tudo. Tudo. Cuidar de cada um como se fosse uma rosa fragil no meu jardim de edem. Na minha essencia, quase um dalai lama. Mas, os anos passam, o mundo muda, as lei consigo, e minhas viagens?
Sempre me dizem “As montanhas sempre estarao ali para serem visitadas”. Mas e se eu quiser agora? Como ficarao os demais?
E minha familia depois de 10 anos que estiver fora? E meus amigos? E eu?
Egocentrismo? Sera?
Ja me faltam as palavras pra isso, me falta tudo, inclusive coragem.
E fico pensando sobre a promessa que fiz ha 10 anos. Como eu com 15 anos me olharia hoje, haveria orgulho?
Nao, acho que nao. Ele me diria: O que vc fez comigo? Por que? Voce, pra mim, eh um covarde.
Eh… encarar a nos mesmo, essa eh a maior provacao.
Na sobriedade eh quando pensamos, mas eh na ebriade que pensamos mais ainda. Eh quando vamos longe, no impossível-possível-aplicável.
Ai nao sei, vou pro sofa, aquele sabe? o único.
Aquele que nos faz falta, o essencial aos pensamentos mais pesados e sem solucao previa.
Aquelas incumbência, que nao to afim de resolver agora, e talvez segunda, eu comece a sofrer por elas.




